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As INÚMERAS contradições do "Legendários"

Você já ouviu falar que uma imagem vale mais que mil palavras, certo?
Pois bem. Nada o que eu disser aqui sobre o Legendários vai fazer tanto efeito quanto o vídeo abaixo, que lista as inúmeras contradições e cópias da pequena trajetória do programa de Mion.

Assista e dê seu comentário:


Alguém ainda vai me perguntar por quê eu não gosto do Legendários?

Ví no Sedentário&Hiperativo

porque séries são melhores que novelas?

Podemos afirmar, sem medo, que as séries estão para os Estados Unidos como as novelas estão para o Brasil. Só que com um porém: as séries invadiram o mundo de maneira assustadora.

E são muitos os motivos que nos mostram as vantagens do formato de dramaturgia americana, se comparado com os folhetins brasileiros - maiores audiências das emissoras daqui e principal arma de ataque da Record contra a Globo no início de sua busca pela liderança.

Primeiro: Séries tem personalidade e variedade.

Não importa se você gosta de ação, policial, aventura, ficção científica, drama, comédia ou suspense. Você vai encontrar uma série com o seu estilo! Enquanto a maioria das novelas geralmente apostam no mesmo formato "mocinho/mocinha/vilão", no qual o mocinho se apaixona pela mocinha, no meio da trama são separados pelo vilão e no final se juntam novamente, as séries, pela sua variedade, tem histórias inusitadas e sempre criativas.

(Quase) Nenhuma série é igual à outra.

Segundo: Séries são objetivas.

Visto que séries duram, em média, 5 anos, parece até contraditório dizer que elas são mais objetivas que novelas - que tem, em média, uns 9 meses de duração. Mas são!
Isso porque as séries contam com episódios semanais divididos por temporadas. Isso faz com que a história tenha que se desenrolar, por temporada, em cerca de 20 episódios.

Já nas novelas, que tem cerca de 200 capítulos, as histórias não tem pressa para chegarem ao fim, e isso faz com que crie-se a "barriga": capítulos e histórias em que nada de interessante acontece por um período de tempo. Manoel Carlos é expert nisso! Some isso aos vários núcleos paralelos sem importância para a história principal e o resultado é a necessidade de uma boa dose de paciência para seguir até o fim.

Terceiro: séries não tem medo de inovar.

Qual foi a última vez que você viu um beijo gay numa novela da Globo? Acredite, em algumas séries um beijo gay é a menor das inovações (pelo olhar do telespectador brasileiro) que podem acontecer.

Dependendo da série, não há pudor em matar personagens queridos (ainda sinto a morte do Charlie, em Lost). Não há tabu em mudar características marcantes de personagens importantes (alô, House está ficando feliz).

Isso acontece exatamente porque, como eu disse no segundo ítem, o modelo de temporada das séries exige que elas se renovem, para continuar atraindo a atenção do público. Ainda conta o fato de que as séries podem ser canceladas, o que faz com que os produtores se esforcem para atrair o telespectador.

Já nas novelas… Bom, não vou falar de novo do esquema “mocinho/mocinha/vilão”. Quando uma novela está mal, o máximo que pode acontecer a ela é ser reduzida.


Último: Você sente vontade de viver uma série.

friends

Ok, talvez esse último ítem seja coisa de série maníaco.

Mas as séries tem, sim, a capacidade de nos fazer querer viver aquelas histórias que acompanhamos durante tantos anos.

Que fã de Friends nunca se sentiu o sétimo amigo da turma? Quem nunca quis ser o Wilson pra aguentar o House por um dia? Que nerd nunca quis pegar a Sarah, como o Chuck? Quem nunca quis cair numa ilha que era a rolha do inferno? (ok, ignore o último)

Séries são melhores que novelas por todos os motivos citados acima, mas nenhum deles supera a forma como as séries te envolvem na história (desde, claro, que você as acompanhe fielmente). Enquanto nas novelas você é um simples telespectador acompanhando uma epopéia amorosa, nas séries você sente vontade de estar lá dentro.

É por tudo isso que eu prefiro as séries.

* Todas as referências desse texto tem excessões. Algumas novelas, sim, inovam, tal como algumas séries apostam em histórias batidas, por exemplo. Todos os ítens abordam os aspectos de uma forma geral.

Globo quer que você pense como ela


Admiro a programação da Rede Globo: a qualidade da maioria de seus programas é incontestável mas, como sempre, o problema é quando seus interesses ultrapassam a prioridade que deveria ser o objetivo de levar o melhor ao telespectador.

Confesso que sempre acho engraçado ouvir a Record falando que a Globo é manipuladora, mas percebo que a emissora do Tio Edir tem lá suas razões: depois do episódio do Tadeu Schmidt, no qual que a Globo em editorial (repetido por outros canais do grupo) atacou Dunga, a história de repete: hoje, durante o Esporte Espetacular o repórter Marcos Uchôa fez uma reportagem extremamente tendenciosa e desnecessária, chegando ao ponto de comparar a estratégia de Dunga à um regime militar.


Comparam uma expressão nervosa de Robinho com uma imagem dele sorrindo, dizendo que o jogador mudou depois que Dunga assumiu a Seleção. WTF?


Dunga foi, sim, infeliz na convocação da Seleção. Foi também infeliz ao isolar o time da imprensa. Mas ele estava no direito dele. Ele fez o seu trabalho!

Já a Globo... bem, o objetivo de um jornalismo de verdade é INFORMAR, levando as pessoas a criarem suas opiniões sobre o assunto. O que a emissora carioca fez foi enfiar goela abaixo a opinião dela, subestimando a capacidade de pensar do telespectador. Tudo de forma muito sutil, mascarada como uma "simples reportagem que tem como objetivo avaliar o desempenho da Seleção Brasileira e de Dunga".

Aham, Globo, senta lá.

Não, eu não vou ficar 24 horas sem assistir a emissora!

Só peço, por favor, querida Globo, que não tente mais decidir o que eu tenho que pensar. Obrigado.

Por que eu não gosto do Legendários?

Lá no já distante mês de março, no antigo CQC³, eu publiquei uma notícia que tinha como título "Legendários vem com jeitinho de CQC". Mal sabia eu o quanto estava errado! O buraco era mais em baixo.

O que o programa "que está tentando mudar o mundo" faz, hoje, é claramente usar o sucesso que o CQC faz na internet para atrair as atenções para sí. Nessa busca interminável do heroí brasileiro por Marcelo Tas, muita coisa já saiu: já tentaram colocar Tas como vilão, já criticaram Danilo Gentili ao vivo durante o programa... E por aí vai.

No Twitter, já tentei não falar mal do programa. Sempre exagero na dose! É o meu jeitinho! Mas, atualmente, está sendo impossível não segurar a lingua perante o que esse programa de quinta categoria (trocadalho do carilho!) está fazendo.

Sempre soube que misturar Marcos Mion com Rede Record seria uma fórmula explosiva, e não poderia sair nada melhor do que hoje é exibido. Legendários pecou pela falta de identidade e falta de originalidade: misturaram um pouquinho de Pânico aqui, em pouquinho de CQC alí, e até uma pitada de Casseta e Planeta. O que saiu? Bom, vocês sabem...

E, a título de curiosidade, o programa é TÃO, mas TÃO engraçado, que nem no site da própria Record é considerado um programa de humor. Note que Legendários é encaixado na categoria Variedades, enquanto o Show do Tom fica sozinho na área de humor.

Enfim, se nem a própria Record os acha engraçados, porque eu tenho que achar?

É melhor os Legendários, ou como diz a imagem acima, Funenários, começarem a preparar a cova. Não vejo futuro para um programa que procura polemizar e conquistar audiência em cima dos outros, fazendo a linha "nós somos os bonzinhos e vocês os malvadinhos". Não cola, Mion, não cola...
Blogado por Cadu Calmon